O melhor de estarmos vivendo uma época excelente para animações é que bons exemplos aparecem em um número muito bom. No mesmo ano em que tivemos “Coraline e o Mundo Secreto”, que já era bom, também contamos com um trabalho menos divulgado: “Mary & Max”. Animação feita à moda antiga, com massinha em stopmotion, o filme é de uma sensibilidade notável. Não é para crianças, já que lida com temas como solidão, depressão, ansiedade e até suicídio. Os adultos que derem uma chance a “Mary & Max” não irão se arrepender.
O filme conta a história de duas pessoas que, de forma improvável, passam a se corresponder por cartas ao longo de vários anos. “Mary & Max” começa em 1976 e vai até 1994. Mary Daisy Dinkle (voz de Bethany Whitmore quando jovem, e Toni Collette quando mais velha) tem oito anos e descobre o endereço de Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman) folheando uma lista telefônica. Ela mora na Austrália e ele, em Nova York. Apesar de terem idades diferentes, os dois passam por problemas semelhantes, são incompreendidos pelo resto do mundo, solitários e, claro, são fãs do desenho animado “Os Noblets”.
Mas o melhor de “Mary & Max” é a atenção aos detalhes, tanto nos cenários e personagens como na história. Todo o filme gira em torno das cartas trocadas entre os dois protagonistas que, tão particulares que são, também tem um jeito único de perceber a realidade. Esse universo é facilmente construído com a ajuda de uma narração que lembra a de um conto de fadas, feita por Barry Humphries. A trilha sonora, toda feita por orquestra, só ajuda a fazer de “Mary & Max” um novo clássico.
O diretor é Adam Elliot, que já ganhou o Oscar de Melhor Curta-metragem Animado em 2003 por “Harvie Krumpet”. “Mary & Max” é seu primeiro longa-metragem, e faço votos de que receba o reconhecimento que merece. Tranqueiras como as quais vemos semanalmente estreando nos cinemas passam batido, mas joias como “Mary & Max” já vêm eternizadas.
Fonte: Cinecartógrafo
Tamanho: 700 Mb
Formato: avi
Qualidade: DVDRíp
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Senha: irfree.com